Nesse ponto aqui, eu vou bater de frente com a maioria dos influenciadores de viagem que você acompanha por aí.
Se você já começou a pesquisar sobre o assunto, com certeza ouviu alguém dizer: "Leva só o básico, o resto você compra lá porque é muito mais barato".
Pois é. Eu discordo totalmente. E vou te explicar o porquê.
Pensa aqui comigo: você provavelmente vai pedir demissão do seu emprego no Brasil. Vai passar meses juntando dinheiro para fazer esse intercâmbio acontecer. Aí você desembarca em um país totalmente novo. Tem que correr atrás de moradia, de documentação, de emprego, gastando em uma moeda mais forte que a nossa.
Você acha mesmo que vale a pena colocar um gasto imprevisível com roupas e coisas que você poderia ter comprado parcelado no cartão no Brasil, enquanto ainda tinha um salário fixo? Para mim, isso é loucura.
Eu cometi esse erro. Levei pouca roupa de frio para Malta e adivinha? Tive que comprar casacos lá fora, pagando em euro com o dinheiro que eu tinha juntado em real. Saiu caro demais.
"Ah, Guilherme, mas se eu levar muita coisa, a passagem vai ficar mais cara por causa do excesso de bagagem". Verdade. Vai sim. Mas o valor de uma mala despachada a mais é infinitamente menor do que o preço de renovar um guarda-roupa inteiro no exterior.
A regra também vale para tecnologia. Os valores de eletrônicos em Malta, por exemplo, eram muito parecidos com os do Brasil quando eu fazia a conversão. Então, conselho de amigo: compre tudo o que você precisa antes de sair do Brasil e leve com você.
Outra coisa: dificilmente você vai conseguir parcelar algo no exterior! Às vezes, você dá sorte de gerarem um link de pagamento que você consegue colocar o país como Brasil. Isso é uma exceção gigantesca, consegui fazer isso apenas com a escola de idiomas e me salvou demais.